GANDULA EVITA GOL DO TAUBATÉ

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De vez em quando, a gente se depara com algumas anotações feitas e relembra fatos da incrível e interessante historia do nosso Burro da Central.

Foi assim que dias atrás, me deparei com um registro em minhas anotações particulares, ocorrido em 1987, na cidade de Americana. Me lembro em detalhes pois, estava presente no Estádio Décio Vitta em 20/09 daquele ano, no injusto empate 1 x 1 E. C. Taubaté X Rio Branco E. C.

CULPADO, O GANDULA conhecido por Repolho.

Quer saber particularidade dessa história? Então vamos a ela:

Fazendo parte do grupo B do Campeonato Paulista da 2ª Divisão (como era chamada à época), de 1987, o E. C. Taubaté foi até a cidade de Americana para enfrentar o Rio Branco E. C. pela 6ª rodada do primeiro turno.

Por um surpreendente ato de um dos gandulas que trabalhava no estádio Décio Vitta em Americana, o E. C. Taubaté foi prejudicado no placar.

O primeiro tempo terminou sem abertura de contagem. Até aos 28 minutos do segundo tempo, jogo normal, com poucas oportunidades de gol, quando aos 29 minutos, o lateral taubateano Lira, em contra ataque, recebeu lançamento na entrada da área, dominou e na saída do goleiro Dagoberto (ex-Corinthians),   deu um toque sutil de esquerda para o gol vazio.

OPA!!!!!,  faltando poucos centímetros  para a bola cruzar a linha fatal do gol, surgiu o gandula e com uma “bica” de pé direito, desviou a bola pela linha de fundo, evitando o gol taubateano.

A revolta dos atletas taubateano foi grande e, antes mesmo que os jogadores partissem para cima do gandula, Repolho tratou de sair correndo, chegando até um portão estratégico na lateral do campo, e lá desapareceu.

Todo confuso no lance, o árbitro assinalou bola ao chão e ainda, fora da área, arruinando ainda mais a arbitragem daquele domingo.

O goleiro Marcelo Martelotti, recorda da fuga do gandula depois de evitar o gol: “Foi um lance engraçado e confuso. O gandula desviou a trajetória da bola com um chute, deixou o gramado correndo, escapando por um portão, subiu um barranco existente no estádio e sumiu” comentou o goleiro que defendia o E.C. Taubaté naquela época.

O gandula Repolho já é falecido. Ele aparece na foto, sentado na primeira fileira, sem camisa, com chinelos. (foto cedida por  Claudio Gioria)

repolho

A TV Cultura mostrou essa partida ao vivo.

Para ilustrar essa história (com H maiúsculo), disponibilizamos imagens desse curioso lance, gentilmente cedido pelo colega Claudio Gioria, historiador do Rio Branco (crédito da imagem/desconhecido)

A seguir a ficha técnica do histórico dessa partida:

Jogo: Rio Branco E.C. 1 X 1 E.C. Taubaté

Campeonato Paulista da Segunda Divisão – 6ª rodada – 1º turno – segunda fase.

Data: 20/09/1987 – domingo – 10:00 horas

Estádio: Décio Vitta – em Americana – SP

Árbitro: Antonio Carlos Saraiva

Auxiliares: Antonio Carlos Barros e José Roberto Montini

E.C. TAUBATÉ: Marcelo Martelotti, Edinho, Carlúcio, Carlos Eduardo e Lira; Gilmar, Márcio Ribeiro e Magia; Paulo César, Paulo Alves e Jesun (Silvinho) – Técnico: Luiz Carlos Ferreira – Preparador físico: Joãozinho.

RIO BRANCO E.C.: Dagoberto, Bira, Miro, Nicola e Vantuildes; Euclides, Wagner e César; Gilson (Luiz Carlos), Marcos César (Silmar) e Altair. Técnico: Varley de Carvalho.

Gols: Bira aos 30’ (RB) e Paulo César aos 33’ (T), todos no segundo tempo. Renda:R$ 20.110,00 – Público: 279 pagantes

Ocorrência: Cartão vermelho para Silvinho do E.C. Taubaté.

Em 2006 novo caso envolvendo gandula

Outro caso mais recente (2006) envolvendo gandula, ocorreu em Santa Cruz do rio Pardo.

O caso foi até julgado pelo TJD. Veja o relatório do Tribunal de Justiça Desportiva da FPF:

O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), da Federação Paulista de Futebol, manteve na tarde do dia 27/09/2006 o resultado do jogo entre Santacruzense e Atlético Sorocaba, que terminou empatado por 1 a 1. O pedido de impugnação formulado pelo clube de Sorocaba não foi acolhido por maioria dos votos, que acompanharam o relator Nicolau Constantino Filho. A Sessão Extraordinária foi presidida pelo Dr. Naeif Saad Neto, presidente do Tribunal. A justificativa foi que o ocorrido foi um erro de fato e não de direito, significando este que, mesmo tendo o conhecimento das regras, o árbitro não as aplicava. A partida que foi realizada no dia 10/09/2006, válido pela 10ª. Rodada da Copa FPF, em Santa Cruz do Rio Pardo no estádio Leônidas Camarinha teve uma cena impar em jogos de futebol.

Nesse jogo, os visitantes venciam por 1 a 0 quando no segundo tempo, o atacante Samuel, da Santacruzense, chutou a bola, que bateu na rede do lado de fora, mas o árbitro assistente Marco Antônio de Andrade entendeu que a bola entrou, assinalou o gol e correu para o meio-campo. A árbitra Sílvia Regina acompanhou-o no lance. Logo em seguida, o gandula José Carlos Vieira conduziu a bola, tocando-a para dentro do gol.

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