João Peludo, com 81 anos ainda apita nos gramados de Taubaté

Mangueirense, torcedor do Flamengo no Rio e em São Paulo Corintiano fanático, o árbitro João Peludo, fala um pouco de sua bela história nos gramados do futebol amador

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Como jogador de futebol, jogando como meia armador, defendeu o Estrela de Ouro, Vila Nogueira da segunda divisão do campeonato amador da cidade de Taubaté, e o primeiro quadro equipe do Vila Albina, onde foi campeão em 1964.

João Peludo, como é carinhosamente tratado no futebol amador, veio para Taubaté com cinco anos de idade e lembra do inicio de sua carreira como árbitro:

Quando eu tinha 18 anos, eu jogava no primeiro quadro do Vila Albina e apitava o jogo do segundo quadro. O Déia  (Benedito de Barros),que me chamava de Neguinho, me convidou para ir até a Liga (Liga Municipal de Futebol de Taubaté), mas eu não queria ir. Ele me convenceu e me ajudou muito. Chegando lá, eu era uma minhoquinha perto dos árbitros que tinha. O Drumond, o Estopim, o português, Claudir de Caçapava, Galvão, só fera. Na época o novo árbitro  tinha que fazer curso, as quartas e sextas-feiras, fazer prova e depois iniciava na terceira divisão, se fosse bem, ia para a segunda e depois primeira divisão. Eu já fui escalado direto na primeira divisão.

Para João Peludo, comparando o futebol dos anos 60 com o atual, entende que não houve evolução.

O futebol dos anos 60 tem minha nota 10, hoje forçando um pouco, nota 5. Naquela época o jogador tinha amor à camisa, no Vila Albina eu pagava recibo mensal pra jogar. Agora acabou o amor pela camisa, hoje só fala em dinheiro. Eu ia de bicicleta em Quiririm e outros campos de Taubaté. Hoje, o carro vai buscar em casa, tem picanha, alcatra depois do jogo, bem diferente. Antes não tinha tanto cai cai como a gente vê agora.

João Peludo, lembra de bons momentos como árbitro.

Eu tive muitos momentos felizes como árbitro, tenho inclusive dois troféus, um que ganhei no Sul de Minas e outro do Litoral Norte e dois do Vale do Paraíba, e vários cartões de prata e medalhas. Eu sempre fui iluminado graças a Deus.

E também citou nomes de alguns craques do futebol amador, dentre eles, Marinho Cri Cri, Niltinho, Zil.

Perguntado se já saiu de algum vestiário no camburão da polícia, respondeu.

Nunca, eu já passei por momentos difíceis em jogos, mas nunca precisei ser escoltado pela policia para deixar o campo.

Eu gosto muito de futebol, mas depois que minha esposa faleceu, perdi um pouco o gosto, fique triste. Depois voltei a assistir futebol, principalmente o futebol europeu porque o brasileiro tá difícil, comentou João Peludo.

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João Peludo, sempre atração nos gramados. Na foto, ao lado de Cristiano, Almir, sua esposa Telma, João Batista (João Peludo) e …….. – foto: Moacir dos Santos – moataubate.com

Alegre e brincalhão, aproveitei para perguntar sobre a camisa na cor rosa que usava no jogo no Abaeté. João respondeu: Á camisa é cor de rosa, mas só a camisa. Eu sou corintiano, viu.

Beirando os 81 anos, João Peludo, apesar de ter encerrado suas atividades como árbitro na Liga Municipal, quando convidado, continua apitando partidas de veteranos. E foi assim no ultimo domingo (4) apitando a partida entre  associados do Clube Abaeté e Amigos do Abaeté

João Batista da Silva, nascido em 12 de junho de 1938 em Realengo RJ. Casado com Benedita Alves da Silva, com quem criou 11 filhos, sendo quatro adotivos.

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