Hoje acontece a resenha dos ex-atletas de 1992

A reunião será no bairro do Paiol marcando encontro de verdadeiros craques

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Só atacante, Dirley, Adamato, Gilsinho, Roberto Covolan e Paulo César – foto: Moacir dos Santos

Depois de 27 anos Paulo Cesar, Roberto Covolan, Miguelzinho, Claudio Alexandre, Adamato, Luiz Almeida e outros estarão se reunindo neste sábado (27), no bairro do Paiol para um encontro, muito resenha e claro, uma partida de futebol seguida do tradicional terceiro tempo.

Esse não é o único grupo de ex-atletas que defenderam o E. C. Taubaté que se reúnem. Todos os anos, os campeões de 1979 pela Divisão Intermediária, os campeões de 1985 pelo campeonato de Juniores também tem seus encontros.

Na noite da ultima quinta-feira (25), estivemos juntos na Loja do Burrão, onde uma roda de craques, fazia uma alegre resenha. Lá estavam, Roberto Covolan, Paulo Cesar, Adamato, Dirley e Gilsinho, coincidência ou não, todos atacantes que deixaram registradas suas historias no E. C. Taubaté.

Paulo César

iniciou na base com 11 anos chegando no profissional em 92. Em 93 passou  a ser titular, defendendo o Burrão até 95.

Paulo Cesar não esquece a partida da estreia como titular desde o inicio do jogo contra o Mirassol. Relembrando o PC, como era chamado, comenta: Ficou marcada na minha memoria a partida de estreia contra o Mirassol. Nos vencemos pelo placar de 2 a 0 e eu fiz um dos gols. Imaginem, menino, começando a realizar um sonho de vestir a camisa do Taubaté como profissional e fazer um gol foi marcante pra mim”.

Paulo Cesar participou de amistosos como em 93 contra o União Cruzeiro realizado na cidade de Cachoeira Paulista, jogou alguns minutos na partida da 2ª rodada da Divisão Intermediária, na vitoria do Taubaté contra o Barretos 1 a 0, no Joaquinzão, quando substituiu Roberval .

Mas a partida que marcou PC, como ele mesmo comentou, foi contra o Mirassol, quando o técnico Toninho Moura, apostando na promessa da categoria de base, escalou Paulo Cesar como titular desde o inicio da partida.

Confira a ficha técnica desse jogo:

6ª Rodada

Data: 18.04.1993 – em Taubaté – SP

EC Taubaté 2×0 Mirassol FC

Local: Joaquim de Morais Filho

Público: 651 torcedores – Renda: Cr$58 300 000,00

EC Taubaté: Martorelli; Neto, Marcelo, Bira e Welber; Igor, Alexandre (Marquinho) e Fred (Sandrinho); Roberto, Valdo e Paulo Cesar – Técnico: Toninho Moura

Mirassol FC: Haroldo; Paulo, Junior, Sergio e Luciano (Marquinho) (Benevaldo); Jocemar, Robson e Nenê; Antônio Carlos, Manó e Ismanir – Técnico: Luis Carlos Martins

Árbitro: Walter Francisco dos Santos

Árbitros auxiliares: Paulo Cesar Marques e Constantino G. Georgiades

Cartões amarelos: Neto (T), Roberto (T), Fred (T); Ismanir (Ml)

Cartão vermelho: Antônio Carlos (M)

Gols: 2º Tempo – Valdo (T) aos 10’, Paulo César (T) aos 31’

Roberto Covolan

A vontade, na cidade de Taubaté por onde passa é conhecido. José Roberto Covolan, não poderia deixar de estar presente no encontro de ex-atletas taubateano que acontece neste sábado no bairro do Paiol.

Roberto Covolan defendeu o Taubaté em duas temporada, em 92 e 96. Atualmente reside em Itanhaém, ode é servidor publico municipal e declarou: “ É uma satisfação de estar em Taubaté revendo esta cidade que tão bem me acolheu”.

No clima de alegria, Roberto contava uma passagem que marcou sua estada em Taubaté. Assim contou ele:  “Em 96, fui procurado pela diretoria do Taubaté para indicar um técnico. Indiquei o Julio Tanguini Neto. Chegando chegou para dirigir o Taubaté, a primeira coisa que ele fez foi me colocar no banco de reservas”

Roberto relembra também do  treinador Mauro Manica e comentou: “O Mauro Manica me resgatou do departamento  médico e me disse, eu preciso de você e só com o nome e experiencia que você tem vai ser respeitado nesses jogos decisivos para nós. Me  deu um incentivo muito grande e fui para as três partidas finais e consegui fazer os três gols  e no jogo decisivo contra o São Caetano, fiz um gol e no outro gol, acabei dando um passe para o Rudney marcar, vencemos de 2 a 0 e graças a essa vitória o Taubaté  não foi para o descenso naquele ano”.

Um triste registro também é relembrado pelo atacante artilheiro, ocorrido em 1992, no quadrangular final, quando, por pura sacanagem,  o E. C. Tauabté não conseguiu o acesso.

O jogo de compadres

Naquele ano, o quadrangular final foi formado pelas equipes do E. C. Taubaté, São Bento, Taquaritinga e São Caetano.

No jogo contra o Taquaritinga realizado no Joaquinzão, o E. C. Tauabté foi prejudicado pela arbitragem do Edmundo Lima Filho. Em decorrência dos protestos gerados pelos torcedores contra a arbitragem, o Joaqunzao foi interditado e o jogo seguinte, conta o São Caetano foi levado para o estádio Martins Pereira em São José dos Campos.

Mas o pior estava reservado para a ultima rodada do quadrangular, enquanto o E. C. Taubaté  vencia o São Bento em Sorocaba, São Caetano e Taquaritinga fazia o chamado “jogo de compadres” em São Caetano, empatando o jogo, resultado esse que deu o acesso a essas duas equipes.

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Adamato, Gilsinho e Roberto Covolan – foto: Moacir dos Sansto

2 comentários sobre “Hoje acontece a resenha dos ex-atletas de 1992

  1. Na minha infância sãopaulino que sou,meu ídolo era Serginho Chulapa. Quando o Taubaté, então na primeira divisão,enfrentou o São Paulo, não tive a sorte de poder ver o meu ídolo de perto. Os anos se passaram e eis que um certo dia,andando pela Av. independência,em frente a casa do saudoso deputado Ary Kara,haviam dois ônibus da Tursan lotados. De repente ouço alguém chamar pelo meu nome em uma das janelas. Era o também saudoso amigo Nenê do Jardim das nações. Perguntei pra ele o que significavam aqueles ônibus e aquelas pessoas, então ele me disse que estavam indo para São Caetano acompanhar o Burrão que enfrentaria o time dessa cidade pelo quadrangular final. Eu, descalço,sem camisa e sem um mísero tostão,embarquei nessa que viria se tornar um dia que jamais esquecerei! Chegando lá sem dinheiro para pagar o ingresso,consegui entrar daquele jeitinho brasileiro. O time do Taubaté entrou e veio saudar sua torcida,na sequência começar adentrar ao gramado o time do São Caetano,nessa época ainda usava uniforme vermelho e que eu nunca havia ouvido falar e muito menos quem jogava no time. Até que de repente,para minha surpresa vejo aparecer o Serginho Chulapa e para completar, o Marcão que também foi jogador do São Paulo. Confesso que fui tomado pela emoção,naquele momento,um sonho de menino estava se realizando! O Taubaté abriu o placar,mas logo o São Caetano empatou o jogo, justamente com um gol do Chulapa. O São Caetano ainda virou o placar. No final todos voltaram tristes para Taubaté. Eu também,mas no fundo esse surpreendente momento que relatei não só me confortou pela derrota do Burrão como também se tornou um momento inesquecível em minha vida!

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