Irmãos também no futebol (VI) Sandrinho e Éber.

Sandrinho e Éber são mais dois irmãos que atuaram com a camisa do E. C. Taubaté e que tem uma paixão muito forte pelo Burrão.

E é sobre esses dois artilheiros que vamos falar um pouco.

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Sandrinho e Éber em Barueri momentos antes de um jogo do Sub-13 válido pela Copa São Paulo da Associação Paulista, ano quem conquistaram o título de campeão – foto arquivo pessoal.

Sandro André da Silva, o Sandrinho, meia habilidoso esteve nas categorias de base do E. C. Taubaté desde o juvenil  e já com 17 anos fez sua estreia na equipe profissional de Burrão em 1992, marcando um gol na vitória do Taubaté em cima do Barretos, na terceira rodada do Campeonato da Divisão Intermediária.

Tenho dois grandes momentos vividos no E. C. Taubaté, um deles foi minha estreia como profissional nessa partida diante do Barretos. Meu primeiro jogo como profissional ainda com 17 anos, e na estreia tive a felicidade de fazer um gol, por sinal um gol muito bonito, acredito que foi um dos gols mais bonito de minha carreira. Mas eu creio que foi importante porque ali iniciou um ciclo, um ciclo como profissional. Vivi grandes coisas no Taubaté, mas deixo marcado esse momento,” confessa Sandrinho

Confira a ficha técnica desse jogo

Data: 11.04.1992 – Local: Joaquim de Morais Filho – Joaquinzão

EC Taubaté 2×1 Barretos EC

EC Taubaté: Silvio; Bino, Claudio, Bira e Luiz Almeida; Wanderlei, Jairo (Romildo) e Márcio Ramos; Miguelzinho, Roberto Covolan e Sandrinho – Técnico: Luiz Carlos Ferreira

Barretos EC: Edson Luiz; Jair, Gomes, Edson Gaeta e Bezerra; Ivanildo, Zé Humberto (Edson Goiano) e Dico; Daniel (Passira Neves), Benevan e Carlos Alberto.

Gols: 2º Tempo – Carlos Alberto (B) aos 16’, Sandrinho (T) aos 29’, Roberto Covolan (T) aos 32’

Árbitro: Romuldo Tonelli – Árbitros auxiliares: Mario Pires do Amaral e Gercino Angelo Rodrigues

Cartões amarelos: Wanderlei (T), Sandrinho (T); Edson Gomes (B), Carlos Alberto (B), Daniel (B), Edson Gaeta (B)

sandrinho

Em 1995, a SE Palmeiras mostrou interesse e levou o então garoto, para o Parque Antártica onde permaneceu até 1996, sendo o Palmeiras seu passaporte para o exterior.

No ano seguinte, foi defender o Royal Antwerp FC na Bélgica permanecendo até 2001, quando se transferiu para o México em duas temporadas (2001/2002) no Tecos  Fútbol Club – Guadalajara.

Em 2003 retornou ao Brasil direto para Santa Catarina, para jogar pelo Avaí FC. Mas nem terminou o ano já voltou para o exterior, e de desta vez, no Kashima Aantlers – Japão. Ano seguinte foi para o Club Olímpia – Paraguai.

Em 2005 recebeu proposta para vestir a camisa do Guaratinguetá FC onde ficou até 2006, seguindo para o CFZ no Rio de janeiro e em 2008 de volta para o exterior, onde foi jogar no Club Desportivo Union La Calera – Chile.

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O segundo momento importante para Sandrinho no Burrão

2009 ano em que o clube, vivendo um descenso para à quarta divisão em 2008, desacreditado, sem patrocínios, foi resgatar alguns atletas da cidade que amavam o clube, como os casos de Gilsinho e do Sandrinho. E a jogada deu resultado.

Aliás, ambos foram figuras importantíssimas no retorno à Serie A3 nesse ano de 2009.

Nessa temporada, Sandrinho dividia com Gilsinho a liderança do grupo e ao final, foram presenteados com o acesso pelo trabalho em campo e fora dele na liderança do grupo.

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E o próprio Sandrinho relata com detalhes esse momento:

“O acesso em 2009 e tudo o que nós vivemos aqui dentro e fora de campo, foi muito importante. Verdadeiramente o ano mais difícil de minha carreira. Foram vinte anos como profissional e esse, foi o ano mais desgastante pelo lado mental, Nós tínhamos que fazer bem feito, não só dentro de campo mas principalmente fora de campo. O clube estava sem estrutura, sem confiança, os patrocinadores tinham ido todos embora,  porque a equipe vinha de dois descensos seguidos, e a credibilidade estava zerada. Com a minha presença e a do Gilsinho, o fato de nosso nome, por ser de Taubaté e até no cenário internacional, o resgate da credibilidade foi através disso, foi a conversa que nos passaram naquele momento que nos chamaram para vir defender o Taubaté. E naquele momento, foi a equipe que menos ganhei como profissional. O valor que recebi foi somente para manter a família. Saímos de um padrão de vida totalmente diferente, jogando fora do país, recebendo em dólar, já com a carreira consolidada e acabamos aceitando esse desafio por amor. Pessoa que se abdica de fama, dinheiro, de outras coisas, para voltar nas circunstancia que nós estávamos, acredito que a única palavra que defini isso é amor. Mas foi momento que marcou minha carreira”, comentou Sandrinho

Ano seguinte, o rival vizinho São José o levou para o Martins Pereira e de lá atendeu ao convite do Atlético de Sorocaba jogando em 2010 e 2011, encerrando a carreira de atleta profissional em 2012 no Arapongas E. C.

o meia Sandrinho atuou em 56 jogos com a camisa do E. C. Taubaté assinalando  7 gols.

NO COMANDO TÉCNICO

 No mesmo ano de 2012, Sandrinho passou a desempenhar a função de treinador nas categorias de base do próprio E. C. Taubaté onde permaneceu até 2017.

Em 2012 dirigindo a equipe Sub 14 na Copa São Paulo da Associação paulista, a equipe conquistou o titulo de campeão, tendo em suas fileiras o lateral Dodô, hoje no Shaktar Donetsk da Ucrânia.

Em alguns anos, Sandrinho respondia pelo comando técnico de duas categorias simultaneamente. Foi assim em 2013, dirigindo  o Sub 11 e Sub 13; 2014, o Sub 11 e Sub ‘7; 2015, o Sub 12 e Sub 13 onde na disputa da Copa São Paulo da Associação Paulista garantiu honroso 3º lugar com a equipe Sub 12 e o título de campeão com o Sub 13.

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Sandrinho e Éber na comissão técnica da equipe campeã dos Jogos Regionais em Caraguatatuba – foto acervo próprio.

Em 2018 foi convidado para dirigir a equipe profissional do CA Joseense: Profissional sub-23.

Em 2019, durante a disputa da Copa Paulista, retornou ao E. C. Taubaté na função de Auxiliar Técnico onde permanece até hoje.

Em plena forma física não consegue contar o numero de convites que recebe para atuar em equipe amadoras de nossa cidade.

Sandrinho não se descuidou da parte estudantil. Além de outros cursos, desde 2013 é filiado  ao Sitrefesp – Sindicato dos Treinadores Profissionais do Futebol do Estado de São Paulo e graduado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no curso aplicado e popularmente denominado “Licença B.

Éber Henrique

EBER COMEMORA GOL CONTRA COMERCIAL 2007

Éber comemorando mais um gol com a camisa do time do coração – foto: Pedro Nogueira

Eber Henrique da Silva centro avante

Esse artilheiro nato, iniciou se destacando no campeonato juvenil da cidade, defendendo as equipes amadoras da Mecânica Pesada, Sevilha, Ford do Brasil, onde em apenas uma temporada marcou 52 gols.

Levado ao sub 17 do E. C. Taubaté em 1994, disputou o campeonato paulista da categoria e em um jogo contra o São Paulo se houve bem, assinalando inclusive gol, o que chamou a atenção dos responsáveis pelas categorias de base do São Paulo FC. Levado para a capital, se juntou à equipe que contava com Denilson, Luiz Fabiano, mas com apenas 15 anos, teve dificuldades e estranhando  ficar fora de casa, Éber abandonou a oportunidade retornando para  as categorias de base do E. C. Taubaté.

Fã do seu futebol, o Nacional da capital levou Éber para disputar a Copa São Paulo de Futebol Junior nos anos de 1995 repetindo o feito em 1996.

Apesar de ser categoria de júnior, em 1995, após a Copa São Paulo de Futebol Junior, Éber, de volta para o E. C. Taubaté, era convocado pelo treinador Mauro Manica para compor a equipe profissional e durante o campeonato da Série A3 daquele ano fazendo sua estreia como atleta profissional em 25.26.1995 contra o Lousano Paulista FC na 20ª rodada fo Paulista da Série A3,

O centro avante prata da casa, entrou em vários jogos durante o campeonato paulista da Série A3. E foi nessa temporada de 1995, entrando durante os jogos em algumas partidas  é que Éber marcou seu primeiro gol com a camisa do E. C. Taubaté. Foi na 24ª rodada do campeonato, na vitória taubateana contra a AD São Caetano. O jogo estava empatado 1 a 1, Éber entrou em lugar de Alex e aos 43 minutos da etapa final marcou o gol da vitória.

Confira a ficha técnica dessa partida:

24ª Rodada – Campeonato Paulista da Série A3

Data: 29.07.1995 – Local: Joaquim de Morais Filho – Joaquinzão

EC Taubaté 2×1 AD São Caetano

EC Taubaté: Nelson; Luciano Luz (Botu), Ricardo, Carlos Augusto e Alex (Éber); Luciano, Wantuil e Jucemar; Floriano, Estéfano (Jamilton II) e Jamilton – Técnico: Mauro Mânica

AD São Caetano: Cristian; Zé Maria, Josias, Cajú e Carlão; Inca, Josemar e Valmir; Gilmar, Kell e Rildo (Luiz Carlos) – Técnico: Ari Mantovani

Gols: 1º Tempo – Gilmar (SC) aos 10’; 2º Tempo – Floriano (T) aos 25’, Éber (T) aos 43’

Árbitro: Paulo José Danelon – Árbitros auxiliares: Manoel Gonçalo Mendes e Luiz Carlos Ribeiro

Cartões amarelos: Wantuil (T), Carlos Augusto (T); Rildo (SC), Gilmar (SC)

Cartão vermelho: Carlão (SC)

Em 96, com a chegada do técnico Reutlher Moreira, Éber, mesmo júnior, continuou sendo aproveitado no profissional, iniciando a temporada com a disputa da Copa Vale seguido do campeonato Paulista da Série A3 e mesmo com as trocas dos técnicos nessa temporada, tanto José Carlos Amaral como Márcio Ribeiro, Éber participava da equipe profissional.

Mas devido ao destaque em dois anos seguido pelo Nacional na disputa da Copa São Paulo de Futebol Juniores, em 1997 ano em que o Grêmio foi campeão da Copa do Brasil em cima do Flamengo, Éber foi levado por período de empréstimo para jogar no Grêmio de Porto Alegre, que contava naquela época com Paulo Nunes, Jardel, Arce e Felipão de técnico.

” Lá foi a melhor oportunidade que tive. Eu um menino de Taubaté lá no Grêmio, dentro do vestiário ao lado de várias estrelas que até então só via na televisão, um timaço. Cheguei tímido mas logo de pois,  acabei  fazendo grande amizades. Amigo do Otacílio que depois jogou no Botafogo, o Roger, foram meus parceiros que me deram respaldo nos momento em que precisei”. comentou Éber.

No Grêmio mesmo júnior, jogou em várias oportunidades no campeonato gaúcho, relacionado para concentração em vários jogos da Copa do Brasil como suplente do atacante Dauri.

Com passe vinculado ao Nacional da capital e por interesse de empresários, o contrato Grêmio não empréstimo de Éber junto ao foi renovado pois existia uma proposta do futebol Japonês financeiramente boa.

Em 97 retornou ao E. C. Taubaté e, dois anos seguinte novamente no Nacional.

Com as portas abertas no Sul do país, em 1999 depois de uma passagem pelo Taubaté, ano seguinte, Éber foi defender  o Veranópolis EC – RS, passou pela Bélgica, onde na mesma época estava Sandrinho, Venezuela, seguindo posteriormente jogar  no CD Luiz Angel Firpo – El Salvador.

“Em El Salvador, as condições e estruturas que me ofereceram foram sensacional. Eu garoto com 22 anos fiquei muito feliz. A gente tinha de tudo e do melhor” comentou Éber, de sua lembrança em El Salvador.

Depois Deportivo Itália de 2001 à 2004. De volta para o Brasil, jogou na equipe do  Americana  e RS Futebol Clube, equipe de propriedade de Paulo Cesar Carpegiani.

Nesse mesmo 2005, uma brilhante passagem pelo Guaratinguetá no Paulista da Série A2.

Em Guaratinguetá foi uma passagem maravilhosa, onde as coisas se encaixaram em minha vida. No meio do campeonato eu devia ter cinco ou seis propostas de times diferentes da Série B,  conversa com time da Serie A, mas optei pela ida à China que a proposta era muito boa”, lembra Éber da boa fase em Guaratinguetá

Em seguida foi para o futebol Chinês defender o Henan Jianye FC na 1ª Divisão. Em 2006 de volta para o Brasil jogou no Olímpia – SP.

Em 2007 de volta ao E. C. Taubaté

EBER TERCEIRO GOL 2007

Éber comemora o 3ª gol na vitoria 4 a 0, contra o Comercial de Ribeirão Preto, em 04.03.2007, pela 12ª Rodada da A2 . Na comemoração o artilheiro oferece o gol a esposa Rosane, naquela oportunidade grávida do filho Pedro Henrique.  foto: Pedro Nogueira

Em 2008 depois de defender o E. C. Taubaté,  foi para o futebol paranaense jogar pelo  Serrano FC de Prudentópolis, Brusque – SC em 2009, encerrando a carreira de atleta profissional no CFZ RJ com acompanhamento direto do Zico.

“Nessa minha longa vide de cigano que tive como atleta profissional vim encerrar a carreira na equipe do CFZ, onde deixei muitos amigos. O Zico estava no Fenerbahçe da Turquia e encerrou o contrato lá, voltando para o Rio de Janeiro. Como o grande rob dele era o CFZ ele acabou acompanhando todos os jogos e treinamentos. Pra mim foi uma grande honra, você receber um muito obrigado do Zico por ter feito um gol da classificação receber um abraço dele. Uma vez eu cobrei um pênalti no jogo e ele falou que poucas vezes tinha visto um atacante cobrar um pênalti com tanta frieza foi gratificante um presente de Deus para encerrar minha carreira” conta emocionado o artilheiro.

CURIOSIDADE ENTRE IRMÃOS

Assim como Jajá e Aristides, os irmãos Simi, Toninho Taino e Éder Taino, Gilsinho e Gisiel, Sandrinho e Éber também estiveram em campo em um mesmo jogo com a camisa do E. C. Taubaté.

Em 1999,  na 7ª rodada do Campeonato Paulista da Série A3, Sandrinho com a camisa de nº 10 e Éber com a camisa de nº 9 estavam no gramado do Joaquinzão, defendendo o Burrão contra a Francana. Nessa vitória pela contagem de 3 a 1, Éber marcou os três gols, sendo inclusive o terceiro gol, com a participação direta de Sandrinho.

A jogada e o gol

Em jogada pela esquerda,  Sandrinho cruzou para a área, o zagueiro se atrapalhou e Éber bateu de primeira com o pé esquerdo, marcando um belo gol.

Confira a seguir a ficha técnica desse jogo que marcou as vidas dos irmãos Sandrinho e Éber

Data: 24.03.1996 – Local: Joaquim de Morais Filho – Joaquinzão

EC Taubaté 3×1 AA Francana

EC Taubaté: Nelson; Joãozinho, Dema, Nilson e Donizete; Paulo César, Ednelson (Rodney) e Jucemar (Sandro); Tangará, Éber e Zé Luiz – Técnico: Márcio Ribeiro

AA Francana: Buzetto; Aguinaldo, Valdir, Joãozinho e Gustavo; Caçapa, Alexandre e Toinzé; Hubler, Testa e Edvaldo – Técnico: Dalton Amorim

Árbitro: Ederaldo Papa

Gols: 1º Tempo – Éber (T) aos 29’; 2º Tempo – Éber (T) aos 10’, Éber (T) aos 35’, Testa (F) aos 40’

Hat-trick do Burrão

Fica também registrado que até então pelos registros, Éber é até então, o único atleta com menos de 20 anos a marcar três gols em uma partida profissional defendendo o E. C. Taubaté. Na verdade nessa partida diante da Francana, Éber estava com 18 anos de idade.

Artilheiro nato, Éber esteve em 5 temporadas no E. C. Taubaté, 1995;1996;1999, 2007 e 2008, jogando  66 partidas e assinalando  24 gols.

Atualmente Éber é servidor publico municipal, trabalhando na ronda especial.

O artilheiro participa ativamente em trabalho social no Projeto Bom de Bola Bom na Escola, que atende crianças de 5 a 18 anos de idade.

O Projeto funciona no campo do Nova América, atendendo aproximadamente 850 crianças cadastradas, residentes nos bairros Gurilândia, Água Quente, Vila Olímpia, Vila São José e região.

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Projeto Bom de Bola Bom na Escola, que atende crianças de 5 a 18 anos de idade foto: Divulgação

Aqui está um pouco de história desse dois irmãos que amam o E. C. Taubaté

 

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